Gestão de processos

Afinal, por que implantar o monitoramento proativo em redes corporativas?

Escrito por Telium

 

A segurança das redes corporativas é uma das prioridades do setor de TI de uma empresa. E uma das medidas que precisam ser tomadas para assegurar isso é o chamado monitoramento proativo.

Mesmo se estiver com os melhores equipamentos e os softwares de proteção mais atualizados do mercado, uma rede nunca está completamente invulnerável a ataques que possam comprometer a estabilidade dos serviços de uma empresa ou a segurança dos seus dados.

E é por isso que o monitoramento proativo de redes deve fazer parte do plano de segurança de uma organização. Neste post, falaremos mais sobre a importância dessa prática, como ela é feita e quais são os seus benefícios. Boa leitura!

O que é o monitoramento proativo de redes?

Mesmo que o foco da empresa não seja a TI, é muito importante que se tenha um ambiente de rede planejado e organizado, já que muitas vezes diversos serviços e plataformas cruciais para a geração de valor do negócio estão informatizados.

E para que essa rede atenda às demandas de uma empresa, é importante que os serviços estejam funcionando adequadamente e que os dados do negócio não sejam destruídos ou acessados sem as devidas autorizações.

Para garantir tudo isso, é necessário, além de outras medidas de segurança, verificar o funcionamento de cada serviço e equipamento disponível na rede de forma proativa. Além de ser importante criar rotinas para checar essa disponibilidade, é necessário fazer uso de ferramentas especializadas.

Com o monitoramento é possível checar se tudo está funcionando da forma mais correta e, no caso de irregularidades, tentar prevenir falhas antes que elas atinjam os dados de forma permanente ou sejam percebidas pelo usuário da rede.

Como o monitoramento de redes corporativas deve ser feito?

O primeiro passo para implementar um monitoramento proativo de redes é determinar as ferramentas e pessoas que serão responsáveis por esse processo. Apesar de boa parte do trabalho ser automatizado, é importante saber quem são as pessoas que vão agir quando uma intervenção for necessária e quem vai liderar o monitoramento.

Já as ferramentas precisam ser escolhidas de acordo com as especificações e necessidades de cada rede. Entre as opções disponíveis no mercado, se destacam o Nagios, o The Dude o WhatsUP (que não tem nada a ver com o WhatsApp, o aplicativo de troca de mensagens de celular).

O The Dude é uma ferramenta simples que verifica automaticamente todos os dispositivos na rede, monitora serviços e dispara alertas em caso de problemas. É gratuito e bem eficiente. O WhatsUP é bem similar a ele, mas com mais recursos e representações visuais mais claras.

Já o Nagios é uma aplicação em código aberto que permite monitorar hosts e serviços na rede. Ele pode ser utilizado para diversos tipos de serviços e como possui uma arquitetura baseada em plugins, qualquer administrador pode desenvolver um próprio para atender às necessidades da sua rede corporativa.

E como o Nagios monitora também recursos de servidores como carga do processador, uso da memória, uso do disco e outros logs do sistema, ele permite aos administradores enxergar com muito mais detalhes as atividades na rede, o que, inclusive, pode ser utilizado na segurança digital.

As customizações em forma de plugins para Nagios podem ser escritas em qualquer linguagem, mas o mais comum é que estejam em perl e python.

Uma vez que as ferramentas e pessoas são definidas, é hora de colocar o monitoramento de rede na prática. A ideia é que, além de customizar e colocar os programas especializados realizando testes automáticos, os administradores fiquem atentos aos relatórios dessas ferramentas.

Mesmo se não simbolizar um problema imediato, um comportamento incomum nesses relatórios pode significar algo que valha a pena ser investigado e que possa comprometer o bom funcionamento ou a segurança da rede no futuro.

Quais as vantagens do monitoramento de redes?

A primeira vantagem do monitoramento de redes é antecipação de problemas. Se uma falha chega até o time de TI reportada por um usuário, significa que ela já causou algum tipo de dano, nem que seja apenas o tempo que aquele colaborador perdeu tentando executar uma tarefa e não conseguiu por indisponibilidade do serviço.

Com o monitoramento proativo das redes é possível impedir muitos desses problemas, detectando falhas antecipadamente e realizando correções ou determinando novas práticas antes que o usuário seja diretamente afetado.

Isso vai reduzir ou até eliminar o tempo de inatividade que seria causado por essa falha, já que, dependendo da gravidade do problema, todo o time de TI disponível pode ser direcionado para a correção, minimizando os danos financeiros no negócio.

A indisponibilidade de sistemas é um fator que pode causar prejuízos sérios para um negócio, especialmente se ele já estiver em um estado avançado de informatização. Um CRM ou ERP fora do ar paralisa toda a operação do negócio e, se isso durar por muito tempo, as consequências podem ser catastróficas.

Justamente por isso, monitorar a rede é um investimento que pode poupar a organização de muitos outros gastos indesejados e dores de cabeça.

Outra vantagem do gerenciamento de redes é que, por meio dele, é possível enxergar tendências da rede, como a utilização maior de algum equipamento ou a demanda crescente por mais largura de banda.

Com essas informações, é possível ao setor de TI se antecipar e providenciar soluções que atendam a essas demandas antes que haja algum tipo de sobrecarga.

O monitoramento também pode auxiliar o processo de tomada de decisões em relação ao planejamento da rede, gerando informações úteis, como a de que um determinado equipamento falha regularmente e precisa ser substituído, ou que uma marca específica consegue bons resultados sempre e pode ser uma boa opção quando for preciso fazer a infraestrutura crescer.

Além disso, o monitoramento de rede também faz parte da segurança geral de dados da empresa e pode auxiliar na identificação de ameaças digitais antes que elas causem danos reais ao sistema e aos dados.

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