Gestão de processos

Como a TI pode ajudar na estabilidade do negócio em tempos de crise

Como a ti pode ajudar na estabilidade do negócio em tempos de crise
Escrito por Telium

A economia brasileira insiste em permanecer instável. Diante do cenário de dificuldades, muitas empresas consideram que o momento não é propício para se pensar em investimentos. Mas, mesmo os mais conservadores deveriam estar atentos ao fato de que investir em Tecnologia da Informação pode ser a saída para contornar desafios e encontrar respostas exatas para as dificuldades dos negócios.

Com um bom planejamento, as empresas que investirem em Tecnologia da Informação em tempos de crise poderão ficar mais resistentes aos problemas e, ainda, se fortalecerem para o período pós-turbulência.

Alguns empresários já até perceberam a importância de continuar investindo em TI, mesmo em tempos de crise. Um estudo que mede o uso da tecnologia da informação no Brasil, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em abril do ano passado, mostra que, embora a expectativa fosse de queda de investimentos em TI no período de crise econômica, os investimentos foram mantidos. Os aportes das organizações brasileiras em recursos de Tecnologia da Informação mantiveram-se em 7,6% em 2016, o mesmo patamar do ano anterior, contrariando as estimativas de redução.

Ainda segundo dados da pesquisa, o gasto médio por usuários das empresas do país em TI é de R$ 38 mil ao ano. O estudo da FGV revelou ainda que 30% dos valores alocados no nicho foram de investimentos.

Para entender como a TI pode ajudar na estabilidade no seu negócio em tempos de crise, separamos, no post de hoje, algumas dicas. Continue acompanhando para saber mais!

Planejamento para lidar com as mudanças da economia

O planejamento é essencial em tempos de crise econômica. É preciso avaliar o que pode ser eliminado, o que deve ser mantido e o que deve ser melhorado no negócio. Os objetivos em relação aos processos tecnológicos precisam ser bem traçados. A empresa deve analisar e mapear os equipamentos que estão defasados, os sistemas que dependem de manutenção cara, e se a infraestrutura da companhia possui vida útil suficiente.

A partir desse levantamento, será possível identificar o que deve ser alterado nos processos e quais novas tecnologias serão compatíveis com a demanda. A conclusão certamente será de que investir em novos softwares é mais benéfico para o negócio do que continuar gastando com a manutenção de sistemas mais antigos.

Os novos investimentos certamente vão contribuir para o atendimento da demanda atual, que pode estar estável ou reduzida, — eliminando desperdícios —, permitir a economia de recursos e ainda potencializar o negócio para o futuro. O planejamento não vai apenas ajudar a empresa a controlar o cenário de crise, mas também, na medida em que a realidade financeira da organização permitir, aproveitar os investimentos para tentar retomar o crescimento e recuperar possíveis perdas.

Otimização do tempo e dos custos com automação dos processos

Embora pareça contraditório, para reduzir custos também é preciso investir. Melhorar a estrutura tecnológica da empresa com ferramentas estratégicas vai ainda otimizar o tempo da realização de tarefas, aumentar a produtividade e os resultados do negócio. A automação dos processos por meio de softwares vai eliminar trabalhos repetitivos, dar eficiência às operações, sistematizar o fluxo de informações — que poderão ser acessadas e compartilhadas em tempo real pelos mais variados dispositivos tecnológicos —, além de gerar indicadores e permitir a segurança de dados que vão refletir a performance dos negócios.

A automação torna os processos mais dinâmicos, diminui as margens de erros a partir de informações centralizadas e auxilia na entrega de resultados organizacionais mais positivos. Os tempos de crise não podem ser um empecilho para as empresas dos mais variados portes investirem em tecnologias de qualidade. Lembrando que, além de investir, é preciso incorporar a nova realidade tecnológica ao conhecimento profundo sobre os produtos inovadores, sabendo como usá-los de forma eficiente nos processos produtivos e de vendas.

Integração e flexibilidade com o uso de novas tecnologias

A empresa deve investir em softwares que viabilizem a melhoria dos processos de acordo com o perfil do negócio. As novas tecnologias, como a Cloud Computing, os dispositivos mobile e os produtos de inteligência artificial, estão reformulando a realidade competitiva do mercado. Caberá às organizações abandonar a resistência às mudanças tecnológicas e culturais e visualizar as vantagens da comunicação unificada por meio de plataformas estratégicas.

As necessidades das empresas de investir em TI foram mudando ao longo do tempo e passaram por três diferentes momentos. Antes, as organizações investiam em servidores físicos, ou seja, equipamentos com informações enclausuradas, sem possibilidade de compartilhamento e movimentação, com licenças caras e garantias que nem sempre eram eficazes ou duravam o tempo suficiente. A partir de 2008, a realidade mudou com a virtualização dos servidores físicos e o fortalecimento de tecnologias como a computação em nuvem, os dispositivos móveis e o Big Data.

Hoje, as empresas devem, além de investir nessas tecnologias, administrá-las e adaptá-las de acordo com o negócio e o setor do mercado em que atuam. As organizações precisam saber operar esses recursos em favor do negócio. Não adianta ter uma excelente infraestrutura e não saber gerenciá-la de acordo com as demandas da companhia. Quando as empresas entenderem a importância de decidir sobre a melhor utilidade de cada tecnologia para o respectivo negócio, o investimento em inovação tecnológica vai fazer ainda mais sentido e realmente tornar os processos mais ágeis, baratos, integrados, flexíveis e controláveis.

Maior inteligência dos negócios por meio do Big Data

O Big Data é a melhor solução para as empresas em tempos de crise, pois as ferramentas baseadas nesse paradigma auxiliam na estruturação do imenso volume de dados internos e externos relevantes para o negócio. Com a inteligência do Big Data, será possível interpretar as mudanças de comportamento do consumidor, as novas dificuldades e demandas dos clientes, propiciando aos gestores maior visão sobre as mudanças que devem realizar para alcançar soluções diferenciadas e transformar a recessão em oportunidade.

Vale destacar que não adianta apenas coletar e organizar os dados, é preciso investir em ferramentas inteligentes capazes de interpretá-los e cruzá-los. O detalhamento e a transparências das informações vão auxiliar na tomada de decisões.

O retorno sobre o investimento em tecnologia da informação é certo. De acordo com o estudo da FGV, divulgado em 2016, nas indústrias de capital aberto, durante a última década, para cada 1% a mais de gasto e investimento em TI, depois de 2 anos, o lucro aumentou 7%. As empresas que compreenderem essas novas tendências tecnológicas e priorizarem os investimentos nesse setor em tempos de crise vão descobrir novas proposições de valor e garantir o crescimento no pós-crise.

E então, o que você achou das dicas sobre como a TI pode ajudar na estabilidade de um negócio? Compartilhe o conteúdo nas redes sociais e ajude as empresas a driblar a crise!

 

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