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Fintech e dados: uma relação de sucesso

Escrito por Telium

O ecossistema brasileiro de Fintech está passando por constantes mudanças desde 2016, ano em que o mercado abriu os olhos para este conceito inovador, responsável por estremecer a representatividade de métodos ultrapassados e abrir espaço à tecnologia para tornar os serviços financeiros mais eficientes.

Uma das mais evidentes mudanças é o aumento da complexidade, que, por sua vez, deu origem a uma gama de tecnologias, serviços e fenômenos antes inexistentes no Brasil, tais como:

  • uso de APIs (Application Programming Interfaces);
  • surgimento de novos polos de inovação e associações;
  • aproximação entre grandes instituições financeiras e startups;
  • envolvimento de Big Techs (Amazon, Apple, Google etc.) como novos players do mercado;
  • crescimento no uso de dados e análises mais abrangentes do consumidor.

Esta última, inclusive, tem atuado com protagonismo nas histórias de sucesso relacionadas às Fintechs, devido a fornecer informações de alta relevância que dão suporte a decisões e inovações — dois pontos cruciais para que instituições financeiras se mantenham competitivas.

Para melhor compreendermos a relação das Fintechs com os dados, bem como os fatores que justificam o seu sucesso, apresentaremos a seguir uma breve análise acerca deste panorama. Vamos começar?

O que você precisa saber a respeito de Fintech

O primeiro ponto a ser esclarecido para que se compreenda, de fato, o papel dos dados nos processos de crescimento das Fintechs, é eliminar quaisquer dúvidas a seu respeito. Portanto, como podemos definir o conceito de Fintech?

Concisamente, uma Fintech (Financial + Technology) nada mais é que uma instituição financeira — geralmente startup — que, enfaticamente, insere a Tecnologia da Informação em seus serviços bancários, trazendo aos consumidores mais comodidade e praticidade para lidar com as finanças.

Mas, como a tecnologia pode ser um diferencial nos dias atuais? Afinal os bancos tradicionais também fazem uso dela, seja por questões de segurança, seja pelo fornecimento de serviços.

A resposta está na inovação em favor da comodidade, ou seja, a expertise em tecnologia das Fintechs, a ponto de desenvolverem suas próprias soluções, usada com o pensamento voltado inteiramente ao cliente, é o que as tornam diferenciadas.

Dentro do contexto colocado, o que exatamente podemos considerar “diferenciado”? Os bancos oferecem serviços altamente tecnológicos, como Internet Banking, aplicativos móveis, caixas eletrônicos e cartões de crédito. É possível ir além?

As Fintechs também fornecem esses serviços — sem dúvidas, essenciais para a pessoa física ou jurídica. Nesse sentido, as Fintechs e os grandes bancos competem pela eficiência na prestação do serviço, sobretudo em termos de usabilidade e segurança.

Entretanto, as Fintechs se destacam ao oferecer serviços antes jamais vistos, como a disponibilização de plataformas que facilitam o gerenciamento das finanças — com auxílio dos chamados “assessores robôs”, que ocupam o lugar do gerente — e / ou contribuem para que empréstimos sejam feitos entre usuários comuns, com amparo nas Leis, sem a intervenção do banco.

De certo modo, as Fintechs — e suas soluções livres de burocracia — estão caindo no gosto dos clientes e, consequentemente, pressionando as renomadas instituições a aprimorarem os seus serviços em todos os sentidos.

Ficou alguma dúvida sobre o conceito de Fintech? Excelente! Então prosseguiremos com o segundo ponto: compreender os desafios que regem a busca por informações.

Os percalços da vida de uma Fintech

Não temos receio em afirmar que a palavra inovação, quando atrelada à TI, costuma chamar a atenção de todos os envolvidos (empresas, mercado, consumidores etc.), prova disso está no modo como nos tornamos “dependentes” das facilidades por ela proporcionadas.

Ao mesmo tempo, devido aos próprios concorrentes que as Fintechs miraram desde o surgimento do conceito, a tecnologia pode ser facilmente aderida pelos bancos, como no dito popular: o feitiço se virou contra o feiticeiro.

Que tipo de conclusão nós podemos tirar sobre isso? Será que as Fintechs correm risco de extinção, fadadas a carregarem a marca do curto período de sucesso? O mercado tem se mostrado bem contrário a isso.

O panorama nunca esteve mais favorável às Fintechs, o que muito se deve à rápida consolidação de novas tecnologias que, gradualmente, reduzem a intervenção humana nas operações financeiras e, até mesmo, nos atendimentos — com uso de IA (Inteligência Artificial).

Em meio a tantas novidades que surgem repentinamente, os dados ocupam uma grande parcela de importância nessa história, visto que são as maiores fontes para o planejamento e desenvolvimento de inovações propícias ao êxito.

A importância dos dados para as Fintechs

Iniciemos o presente tópico com uma reflexão: no início da década atual, o que era necessário para você conhecer os hábitos de alguém?

Apenas conhecer a pessoa não era o suficiente; a convivência era o ponto fundamental para que pudéssemos ter uma “leitura” de seus aspectos mais simples, como o horário de acordar, os hábitos do cotidiano, as programações assistidas, os lugares mais frequentados, entre outros.

Em outras palavras, se estreitar com o público implicava numa intimidade aquém da capacidade de um banco. Porém, tudo isso mudou com a coleta de dados a partir dos recursos tecnológicos — não por acaso, o termo Internet das Coisas pode ter se manifestado em sua mente.

A “aparentemente irreversível” interação entre o homem e a máquina resultou na imensurável quantidade de dados hoje em circulação, fornecendo às Fintechs a oportunidade de coletar, refinar, analisar as informações (por meio de recursos como Big Data e Business Intelligence) e usá-las para tomar decisões mais inteligentes.  

A partir dessas informações que, em tese, não agregam valores significativos, uma Fintech é capaz de compreender as dores e conflitos dos consumidores e, então, dar início a estudos que levantarão as possibilidades (desenvolver uma solução ou analisar alguma existente) e suas respectivas viabilidades, não apenas relativas à segurança, mas, também, a questões financeiras e jurídicas.

Isso tudo vai de encontro à ineficiência dos serviços prestados pelas grandes instituições que, por sua vez, não possuem os mesmos recursos para identificar as necessidades do cliente com a mesma agilidade e eficiência.

Portanto, o sucesso da relação entre Fintech e dados pode ser compreendido por um conjunto de fatores: a gama de ferramentas para coletar informações relevantes, a precisão nas análises para dar suporte às decisões, a dificuldade dos bancos em identificar os problemas vividos pelo cliente e, sobretudo, a capacidade de desenvolver soluções inovadoras.

No mais, esperamos que o conteúdo tenha esclarecido suas dúvidas e ajudado a compreender o valor dos dados para uma Fintech.

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