Gestão de processos

RTO e RPO: você entende as diferenças entre ambos?

Escrito por Telium

Se você é um profissional de TI e gerencia Data Centers, já deve ter provado na prática um fato imutável: não existe sistema livre de falhas. Portanto, o que torna esse setor eficiente e estratégico e a empresa preparada para sobreviver em um mercado competitivo é a sua capacidade de lidar com desastres da melhor forma possível.

Para te ajudar a formar a sua estratégia de recuperação, conheça o Recovery Time Objective e o Recovery Point Objetcitve — duas siglas parecidas, mas que são fundamentais em conjunto para garantir um sistema confiável:

O que é Recovery Time Objective

Os desastres no meio corporativo são principalmente relacionados à perda de dados e à indisponibilidade do sistema. Tratar esses dois problemas o mais rápido possível é o foco do Recovery Time Objective, ou Objetivo de Tempo para Recuperação.

A paralisação do funcionamento de um sistema empresarial pode causar muitos prejuízos ao negócio: uma linha de produção paralisada, funcionários sem terem como realizar seu trabalho ou a interrupção na entrega ao cliente. Em alguns casos, o tempo gasto com a recuperação pode ser suficiente até para grandes perdas financeiras.

É por isso que o gerente de TI precisa de uma definição desse valor ideal para retomar a operação, pois assim a empresa inteira pode seguir um plano de contingência que segure as pontas enquanto a manutenção é realizada.

Encontrando o seu RTO

Diferentemente do RPO, o seu RTO é uma decisão mais arbitrária e de acordo com um estudo do seu próprio sistema — o tipo de estrutura de Data Center, os serviços terceirizados, recursos de rede, etc.

Pode ser uma hora, podem ser oito, o importante é criar uma previsão realista de quanto tempo demora para retomar a produtividade da empresa. Inclusive, você pode criar vários RTOs secundários para atender em momentos diferentes partes menos prioritárias do sistema.

O que é Recovery Point Objective

O Recovery Point Objective, ou Objetivo de Ponto para a Recuperação, não tem a ver com “quando”, mas “o quê”. O RPO define qual é o limite de tolerância da empresa para a perda de dados em casos de desastre sem que haja um prejuízo considerável para a operação.

Ter esse objetivo bem definido é a forma da empresa se reorganizar para se manter produtiva mesmo com o comprometimento de informações. Ele também dá ao gerente de TI uma meta específica com a qual trabalhar e pode liderar a equipe de forma mais otimizada.

Saber exatamente o que deve ser recuperado e em que ordem de prioridade facilita o seu trabalho e diminui o RTO ao desperdiçar menos do seu tempo com dados secundários.

Encontrando o seu RPO

O Recovery Point Objective de uma empresa é definido basicamente por dois fatores: a distância de tempo entre cada rotina de backup e a quantidade de dados que podem ser potencialmente perdidos nesse período.

Você pode definir seu RPO baseado em importância de arquivos (aqueles que possuem informações importantes para a operação e são atualizados constantemente) ou também pelo tempo. Se a empresa consegue se manter produtiva por uma semana sem determinado documento, seu RPO pode ser definido de acordo com esse período.

Qual a importância do RTO e o RPO para a recuperação de desastres

Os dois termos soam muito parecidos e podem ser confundidos muitas vezes, mas isso tem uma razão de ser: definir os dois objetivos e utilizá-los em conjunto é o método mais utilizado em TIs do mundo todo para se recuperar de desastres. Veja o quão importante é unir RTO e RPO:

Uma garantia para a disponibilidade do sistema

Com previsões mais realistas e bem definidas de RTP e RPO, a equipe de TI pode trabalhar com mais objetividade na recuperação de um desastre, independentemente de sua natureza.

Dessa forma, a remediação como um todo se torna mais ágil e o sistema fica disponível por mais tempo, o que proporciona um grande ganho em produtividade acumulada ao longo de meses ou até anos.

Uma forma de priorizar processos

Essa agilidade também é maximizada pela priorização de dados e processos durante a recuperação de um desastre. O estudo que leva à definição do RPO e do RTO deixa claro para o gerente de TI quais elementos são mais importantes para manter o mínimo da operação ativa.

Definir como seu sistema está hierarquizado ajuda a concentrar todos os esforços no que é prioritário e gastar tempo primeiro com isso. É o resultado da interação entre “quando” e “o quê”, que garante os processos mais importantes disponíveis o mais rápido possível.

Uma estratégia de Disaster Recovery

Principalmente, a definição de um RTO e um RPO para a sua empresa é um passo fundamental para a elaboração de um plano de Disaster Recovery. Esses limites serão o guia para o seu plano de ação e uma meta objetiva para toda a equipe — vocês agora têm um mapa para seguir.

Além disso, essa será a referência para todos os funcionários da empresa lidarem com suas funções durante uma crise. Cada um deles saberá quanto tempo terá que esperar para recuperar o acesso total ao sistema e o que podem fazer para contornar a situação enquanto isso não acontece.

Afinal, com um mercado que se apoia na TI para incrementar sua produtividade, o papel de um gerente do setor se torna cada vez mais estratégico. Cabe ao profissional assumir essa responsabilidade e tornar o seu sistema e seu Data Center cada vez mais confiáveis.

Como não existe tecnologia infalível, o sucesso de um negócio está na sua capacidade de se recuperar rápida e plenamente. O Recovery Time Objective e o Recovery Point Objective são os dois melhores indicadores para garantir uma recuperação de desastres eficiente e sem sustos.

E você, gostou do artigo? Já tem esses limites definidos ou está pensando em criá-los o mais rápido possível? Então compartilhe esse artigo nas suas redes sociais! Mostre para a sua equipe, a diretoria e os colegas de trabalho, discutam sobre o assunto, criem um planejamento de definição para RTO e RPO e tornem a empresa ainda mais produtiva.

Sobre o autor

Telium

Deixar comentário.

Share This