Gestão de processos

Saiba em qual etapa digital a sua empresa se encontra

Escrito por Telium

A Uber se tornou líder mundial em serviços de táxi sem comprar um só carro; a Airbnb, a maior companhia de locação de imóveis do planeta sem comprar imóveis; o Facebook lançou um serviço de transferência de dinheiro grátis, invadindo o setor bancário e colocando em risco a hegemonia dos grandes players do segmento. Isso sem falar em redes de supermercados que utilizam Big Data para catalogar o perfil dos clientes e descobrir quais consumidores desapareceram de suas gôndolas, enviando cupons de descontos para seus produtos favoritos.

Definitivamente, a transformação digital redimensionou a forma de fazer negócios e — independentemente de sua área/porte da empresa — abdicar dela é assinar a certidão de óbito da organização no médio prazo. Em qual etapa digital sua empresa se encontra nesse processo de incorporação tecnológica?

Como funciona o ritmo da transformação digital nos negócios?

Com base na escalabilidade/flexibilidade da computação em nuvem, mobilidade e análise de dados, 2,5 quintilhões de bytes são gerados no mundo diariamente (o equivalente a 10 milhões de discos Blue-Ray). Quase todas as formas de relações humanas passam atualmente pelo universo digital: compras, entretenimento, interação social, atividades empresariais.

Em meio a esse tsunami tecnológico — que devasta as empresas estagnadas e alavanca as de vanguarda em direção ao desconhecido —, muitas organizações passaram a investir pesado em novas tecnologias e, em alguns casos, remodelaram inteiramente seu business. Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), os investimentos em TI no Brasil, em 2015, superaram incríveis US$ 2 trilhões.

De fato, as empresas de todos os setores estão se tornando, em maior ou menor grau, organizações de tecnologia. Mas diante dessa “comoditização da TI”, como diferenciar-se no mercado? Melhor ainda, como saber em qual patamar sua empresa está nesse processo de transformação digital (em relação à concorrência)? Foi pensando nessa problemática que o Gartner, consultoria de TI mais respeitada do planeta, desenvolveu o chamado Magic Quadrant (Quadrante Mágico).

O que é o Quadrante Mágico do Gartner?

O Quadrante Mágico do Gartner é uma representação gráfica do mercado de TI dentro de um determinado período. Trata-se de uma fotografia das empresas sob o ponto de vista de sua transformação tecnológica, que mostra em qual etapa digital cada uma se encontra, na busca de uma TI de alta performance.

Com base na abrangência de visão e capacidade de execução, o gráfico classifica as empresas da seguinte maneira:

1. Líderes: são empresas de vanguarda, tecnologicamente mais avançadas e que ditam tendências em utilização criativa dos recursos de TI (para aumento da vantagem competitiva). São empresas de alta integração e tecnologia madura (capacidade plena de implementação).

2. Desafiadores: são empresas com boa visão e capacidade de execução de novas tecnologias, mas que detêm apenas pequena parcela do mercado.

3. Visionárias: empresas com forte DNA para pesquisas e desenvolvimento. Excelentes ideias surgem constantemente; porém, há ainda baixa capacidade de execução (ausência de tecnologia adequada para tirar projetos ousados do papel).

4. Concorrentes de nicho: são as organizações que atuam em um determinado nicho de mercado. Concentram sucesso em um segmento pequeno e não apostam na inovação de outros setores.

Sua empresa está em qual etapa digital?

Transformação digital é o primeiro ponto para transformação dos negócios. Não se trata mais de usar a TI apenas como ferramenta de auxílio para lidar com processos burocráticos. Trata-se de mudar a forma de interação com clientes e até seu próprio core business, reinventando a empresa por completo para conseguir sobreviver em uma era em que dados são o verdadeiro petróleo do século XXI. A General Eletric (GE), por exemplo, conseguiu compreender bem essa necessidade de mutação.

Próxima de completar 140 anos, a multinacional norte-americana especializada na fabricação de lâmpadas de carbono no final do século XIX utilizou a tecnologia como ponto de partida para mudar seus negócios.

Atualmente, a empresa investe intensamente em pesquisas e análises de grandes dados, trabalhando, por exemplo, no desenvolvimento de sensores a serem fixados em turbinas de avião e locomotivas, prolongando a vida útil de geradores de energia e otimizando o tráfego aéreo e ferroviário por meio de data mining. Isso é usar TI de alta performance para redimensionar seu papel no mercado.

A maioria das empresas brasileiras de médio porte ainda se encontra na terceira etapa digital (inúmeros projetos interessantes, boa visão, mas baixa tecnologia para execução). Se sua área de TI sofre para obter apoio orçamentário de seus diretores estratégicos, não consegue utilizar plenamente as vantagens da tecnologia em nuvem e ainda trabalha com sistemas que não se comunicam, sua empresa ainda não avançou além da 3ª etapa digital no Quadrante Mágico do Gartner. Mas é possível acelerar esse processo evolutivo.

Como atingir o “estado da arte” na TI de alta performance?

1. Não centralize na TI os projetos de transformação digital

A TI deve ser o fio condutor de todos os projetos de inovação tecnológica na empresa. Entretanto, é imprescindível que haja integração com os demais setores, ouvindo seus posicionamentos e colhendo ideias de novos processos.

2. Busque apoio da cúpula da organização

Isso implica automaticamente em conseguir mostrar objetivamente o que as inovações propostas trarão à empresa. Em alguns casos, essa missão nem é tão complicada: muitas seguradoras, por exemplo, já começam a instalar dispositivos nos veículos dos segurados, com vistas a capturar dados como trajetos, aceleração e tempo de frenagem, o que permite a personalização das apólices e o fim do perfil genérico (que afasta muitos bons potenciais segurados).

Um projeto de inovação como esse certamente desperta a atenção de qualquer CEO. É preciso, portanto, mostrar qual vantagem competitiva que a empresa terá com novos investimentos no processo de transição digital.

3. Expanda os horizontes dos projetos de TI

Uma pesquisa do próprio Gartner, em 2015, revelou que 84% do planejamento dos CIOs ainda estão fundamentados em um período máximo de 2 anos. Quem consegue alinhar TI aos objetivos do negócio, em uma perspectiva de longo prazo, tem muito mais chances de sucesso.

4. Entenda que é no Cloud Computing que está o cerne da revolução digital no planeta

Você percebeu que todos os exemplos de inovação citados no post têm como base o armazenamento de dados em nuvem? Cloud Computing vai muito além de virtualização de dados para acesso em qualquer dispositivo móvel. Trata-se da pedra fundamental para o desenvolvimento de diversos produtos, processos e serviços, que pode levar empresas de todos os portes/setores a outro patamar. É, em outras palavras, a porta aberta ao infinito.

Você sabia, por exemplo, que muitas indústrias têm usado sensores de localização para elevar exponencialmente a produtividade no chão da fábrica? Como? A microlocalização consegue informar com exatidão a uma chave de torque qual parafuso deverá ser fixado em uma determinada peça, possibilitando a programação de ajustes automáticos, mudança que elimina por completo os erros humanos. Mais uma vez, a base dessa tecnologia é a combinação entre nuvem, mobilidade e Internet das Coisas (IoT).

Bom, finalizamos por hoje. Mas você pode continuar avançando em cada etapa digital do Quadrante Mágico do Gartner alimentando-se com as principais novidades da TI no mundo dos negócios. E uma forma de fazer isso é seguir nossa página nas redes sociais, recebendo periodicamente em sua timeline todas as novidades do setor!

 

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