Infraestrutura de TI

Aprenda a calcular o ROI da migração para cloud

Escrito por Telium

Quando se pensa em migração de infraestrutura ou de sistemas para Cloud Computing, muitos executivos ficam empolgados e querem que o projeto seja implantado o mais rápido possível. Utilizar essa tecnologia promove inúmeros benefícios, como a redução de custos operacionais e de infraestrutura, diminuição da redundância de servidores, escalabilidade, flexibilidade, menor consumo de energia, entre outros fatores.

Sem sombra de dúvidas é uma excelente ideia, mas é crucial que o ROI da migração para cloud seja calculado a fim de evitar complexidades imprevistas e o projeto ir por água abaixo por falta de planejamento estratégico. Vamos apresentar neste post os principais aspectos utilizados no cálculo do ROI da migração para a nuvem, além dos fatores que contribuem para que o investimento seja um sucesso. Confira!

Entenda qual a importância do cálculo

As empresas estão se voltando para os projetos de computação em nuvem esperando somente a redução de custos e, como já vimos, existem muitos benefícios, mas também existem riscos a serem avaliados. Para que não aconteçam falhas ou insucessos, além do gerenciamento de todo o projeto de migração pela TI e as demais áreas envolvidas, é imprescindível que seja realizado um planejamento inicial com todas as análises de retorno sobre investimento — ROI (Return Over Investment).

Atualmente, o ROI é amplamente utilizado para mensurar o custo-benefício dos projetos de TI e define a relação entre o valor ganho — ou perdido — por meio do dinheiro investido. Mas como chegar a esse número? Se pensarmos em cálculo, a fórmula do ROI é algo extremamente simples. Veja:

ROI = (Ganho Obtido – Investimento Inicial) / Investimento Inicial

Esse cálculo deve ser exibido em porcentagem e, claro, qualquer valor acima de 0 já é considerado um fator de retorno positivo. Contudo, mensurar o investimento inicial e o ganho obtido para um projeto em nuvem é um verdadeiro desafio para a TI. Afinal, é necessário decidir o que será migrado, como, quando e quais serão as integrações com os sistemas do legado.

Ao realizar uma migração é necessário pensar também nas muitas soluções oferecidas, além das combinações entre nuvens públicas, privadas ou híbridas. E todos esses itens devem constar no planejamento de migração com o intuito de facilitar o cálculo do ROI.

Vamos agora te ajudar descrevendo alguns itens importantes que devem ser avaliados para a realização desse cálculo. Acompanhe.

Defina o período de tempo para a medição do ROI

Definir um período de tempo para medição, normalmente de dois, três ou cinco anos, dará ao seu cálculo de retorno sobre o investimento números e limites mais realistas. Também possibilitará a visão de forma tangível dos benefícios ao longo de um período maior de tempo. Mas tenha em mente que os objetivos a serem atingidos devem ser claros, factíveis e mensuráveis.

Faça o levantamento do investimento inicial

Ao somar todo o investimento inicial, você deve considerar os números com base no tempo definido para a medição para o custo dos equipamentos, a expectativa de vida projetada para eles e o custo do capital. É recomendável ser o mais completo possível, pois isso permitirá a estimativa de ROI mais precisa, como por exemplo:

Custos da solução

Considerar o tipo de serviço que será contratado (SaaS, IaaS, PaaS, TaaS) e, dentre cada tipo de serviço, definir os valores de uso das unidades de armazenamento, processadores, links de internet, memória e licenciamento de softwares.

Custos de utilização

As contratações de serviços na nuvem costumam cobrar por tempo de utilização e o volume de tráfego. Mensure-as o melhor possível, lembrando que algumas utilizações podem ser sazonais e, portanto, variáveis na linha do tempo, devendo, então, encontrar uma mediana no valor.

Custos para a migração

Todos os custos para a realização da migração, como profissionais especializados em hardware e software, fornecedores, compra de servidores, instalações de energia e atualizações de equipamentos devem ser considerados.

Custos de reversão

A empresa pode precisar reverter para um modelo interno se novos regulamentos ou problemas econômicos tornarem a nuvem impraticável. É importante prever custos como:

Treinamento

A TI pode precisar de treinamento para gerenciar os fornecedores e os serviços de nuvem e os usuários também precisam aprender a usar corretamente os novos aplicativos.

Mudança organizacional

Os processos organizacionais podem exigir alguma reengenharia para acomodar alguma necessidade específica da cloud (por exemplo, gerenciamento de mudanças, monitoramento de utilização, provisionamento de acesso de usuários, auditoria interna).

Faça o levantamento dos ganhos obtidos

Calcular o ganho obtido é conseguir distinguir e mensurar os benefícios tangíveis e intangíveis, esperados e resultantes do investimento.

Quando se trata de soluções em nuvem, calcular esse valor é uma parte crítica dentro da área de TI, por ser um pouco complicado chegar aos números devido às soluções mistas (local e cloud). Contudo, no detalhamento e cruzamento de todas as soluções é possível chegar lá.

Outros ganhos que podem — e devem — ser adicionados precisam ser levantados com áreas como o Marketing, Vendas, Financeiro e os demais setores envolvidos e beneficiados. O objetivo aqui é estabelecer um valor monetário e determinar se os benefícios propostos no planejamento foram atingidos, como:

Produtividade aprimorada

A mobilidade do usuário e o acesso onipresente podem aumentar a produtividade, assim como os aplicativos colaborativos. Determine o quanto isso foi efetivo.

Utilização otimizada de recursos

As empresas usam apenas os recursos de computação de que necessitam, reduzindo, assim, o desperdício de tempo ocioso do sistema.

Melhor segurança e conformidade

Os provedores de nuvem devem oferecer controles de segurança robustos como uma diferenciação de mercado — determinar, por exemplo, os valores gastos antes e depois da migração.

Agilidade sistêmica

A agilidade contribui para redução de custos e melhoria da produtividade devido ao aprovisionamento mais rápido dos sistemas:

  • implementação mais ágil e menos traumáticos dos softwares (se utilizado o SaaS);

  • desenvolvimento e teste de sistemas mais eficientes (PaaS).

Satisfação do cliente

A utilização efetiva de aplicativos em nuvem pode aumentar a colaboração entre a empresa e seus clientes ou reduzir o tempo de resposta às consultas dos usuários — algo que traz muito diferencial e um dos retornos mais rápidos, quando bem implementado.

Pontos de redução de custos

  • transferir custo de computação de CAPEX para OPEX;

  • software de aplicação (apenas para SaaS);

  • licença de compra e manutenção;

  • suporte técnico e suporte ao usuário;

  • manutenção (atualizações,patches);

  • hospedagem (construção física, energia, refrigeração).

Após a migração realizada, você deve continuar calculando o ROI periodicamente para um monitoramento melhor. Pense também em desenvolver gráficos gerenciais que exibam a curva de crescimento e o tempo restante para que o investimento seja retornado.

Esperamos que você tenha gostado deste post e aprendido a calcular o ROI para conseguir uma migração perfeita para a nuvem em sua empresa! Agora, continue com a gente e veja como se aprofundar ainda mais em Cloud Computing.

 

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Telium

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