Infraestrutura de TI

Redes corporativas: como fazer o monitoramento e segurança de dados?

Escrito por Telium

A transformação digital fez com que a informação passasse a ser tratada como um valioso ativo para as empresas. Com isso, a cibersegurança se tornou um assunto debatido muito além dos círculos de profissionais de TI, e, hoje, garantir a segurança das redes corporativas é uma questão estratégica para qualquer organização.

Entretanto, estabelecer o monitoramento e a segurança dos dados ainda é um desafio para muitos gestores, principalmente entre pequenos e médios negócios. Afinal, você sabe como essas práticas devem ser desenvolvidas na rede da sua empresa?

Criamos este artigo para tirar todas as dúvidas em relação ao tema. A seguir, mostraremos como a segurança da informação se relaciona com a infraestrutura de TI, por que investir nisso e quais as melhores práticas para garantir uma proteção eficiente. Confira!

Como a segurança da informação se relaciona com as redes corporativas?

O conceito de segurança da informação data de muito antes do desenvolvimento das redes de computadores, que nos são tão indispensáveis nos dias de hoje. Entretanto, com a verdadeira revolução pela qual nossa sociedade passou nas últimas décadas, o ambiente digital certamente se posicionou no centro da questão.

Ao afirmar que é essencial manter as informações protegidas, estamos falando de uma questão estratégica, considerando o fato de que o próprio sucesso de um negócio depende disso. Do desenvolvimento e lançamento de um produto até os objetivos de mercado de uma empresa, o alicerce das ações corporativas é hoje armazenado em forma de dados.

Não há empresa que chegue ao médio porte sem uma infraestrutura de TI — e, da mesma forma, sem uma proteção adequada para suas informações. Nesse sentido, a rede corporativa representa um dos pontos mais suscetíveis dessa estrutura, já que ela viabiliza a troca de dados, seja internamente, seja pela internet.

Não basta elaborar uma barreira de proteção que considere apenas os dispositivos, pois a lógica que sustenta a transmissão de dados é regida pela forma como a rede é gerenciada. Consequentemente, só é possível garantir a real segurança da informação se as práticas adotadas envolverem o monitoramento do sistema como um todo.

Mas, afinal, por que isso é tão importante?

Por que fazer monitoramento das redes corporativas?

As redes corporativas apresentam algumas características específicas. Em primeiro lugar, são elas que dão acesso a todos os terminais, o que inclui cada dispositivo conectado (computador, smartphone, servidores etc.). Em segundo, porque elas se configuram de maneiras peculiares — por cabo ou sem fio (wireless), por exemplo.

Isso significa que é preciso dar conta de uma série de fatores para garantir seu bom funcionamento e, é claro, a segurança e disponibilidade dos dados. Por um lado, é fundamental que os dados sejam acessados com agilidade, sempre que necessário. Por outro, somente as pessoas autorizadas devem ser capazes de realizar o acesso.

Seja qual for a estratégia de gestão desses recursos, o monitoramento é a melhor forma de garantir que ela seja cumprida com eficiência. Isso significa evitar brechas de segurança e, ao mesmo tempo, identificar anomalias de comportamento que possam comprometer a segurança dos dados.

Redes WiFi, por exemplo, têm seus riscos característicos. Por se tratar de um ponto de acesso cujo controle não é físico e visível, como são as conexões por cabo, cada sinal da rede representa um potencial alvo de ciberataque.

Logo, o monitoramento é fundamental para identificar se todas as conexões realizadas por esses canais são autorizadas e legítimas. Esse tipo de verificação se aplica também ao tráfego da rede como um todo. Quanto mais eficiente for esse processo, menores os riscos de exposição a cibercriminosos.

Vale lembrar que um vazamento de dados não só coloca em risco as operações da empresa, como pode prejudicar clientes e parceiros. Esse é um dos cenários que nenhum gestor quer vivenciar, já que pode manchar a imagem da empresa ou, em situações não tão raras, resultar em processos judiciais por violação de dados.

Por outro lado, é interessante ter em vista que um monitoramento bem-feito promove o uso otimizado dos recursos, pois elimina acessos indevidos e neutraliza ameaças não detectadas pela barreira de segurança primária (antivírus e firewall).

Vamos, então, às dicas para estabelecer uma proteção mais robusta para a rede.

Quais as melhores práticas de monitoramento e segurança de dados?

A segurança dos dados deve ser estabelecida com base em três pilares: confidencialidade, integridade e disponibilidade. O primeiro diz respeito ao controle de quem pode e quem não pode acessar os dados. O segundo, à preservação das informações, para que elas não sejam corrompidas ou perdidas.

Já a disponibilidade se refere à garantia de acesso ininterrupto, de forma estável e ágil. Para elaborar essa infraestrutura, comece pela aquisição de soluções adequadas e profissionais de prevenção de intrusão (IPS), antivírus, firewall, filtragem de spam, anti-phishing etc.

Para complementar, é claro, sua empresa deve contar com profissionais de TI capacitados e experientes. Um Centro de Operações de Segurança (SOC) pode ser interessante, caso sua demanda por segurança valha o investimento. No entanto, há alternativas mais viáveis, como mostraremos mais à frente.

A integração dessas práticas deve ser feita por meio de uma política de segurança da informação. Nela, a empresa não só mapeia os processos, como treina e conscientiza os funcionários quanto à necessidade de engajamento coletivo.

Atualmente, a grande causa de ciberataques ainda é a engenharia social — os criminosos estudam o comportamento dos colaboradores para criarem brechas de segurança. Por meio das redes sociais, é possível descobrir os hobbies de um único funcionário, enviar a ele um e-mail com link falso (um cupom de desconto em livros, por exemplo) e infiltrar uma ameaça assim que ele apertar o botão do mouse.

Por isso, a política de segurança da informação deve abranger processos, soluções e melhores práticas para toda a empresa. Tendo isso em mente, lembre-se de contar com um sistema de backup eficiente, de preferência na nuvem. Isso faz com que uma eventual ameaça não comprometa definitivamente os dados salvos periodicamente.

Por fim, vale destacar que a busca por um serviço de segurança dos dados representa uma ótima alternativa, principalmente para pequenas e médias empresas, que têm orçamentos limitados. Com uma parceria desse tipo, você conta com profissionais experientes e uma infraestrutura constantemente atualizada para monitorar sua rede e aumentar o nível de proteção.

Como você pôde ver, é um assunto que não deve ser ignorado, pois deixar a cibersegurança de lado pode causar enormes prejuízos, algo que pode ser evitado com práticas como as descritas acima. Para ir além, uma boa política de segurança de dados representa uma vantagem competitiva. Afinal, cada vez mais empresas buscam realizar negócios exclusivamente com parceiros que garantem o sigilo e a proteção das informações trocadas.

Faça uma análise na sua empresa e veja como essas dicas ajudarão você a melhorar o monitoramento das suas redes corporativas!

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