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Saiba por que segurança na nuvem é estratégico para sua empresa

Escrito por Telium

A computação em nuvem já está bastante avançada em termos de tecnologia e acessível a empresas de todos os portes. Entretanto, com o aumento do número de corporações migrando toda sua infraestrutura para a nuvem, também houve um aumento de ciberataques. E a segurança na nuvem é sempre uma questão que pode se tornar divisora de águas na sua empresa, caso não haja uma estratégia eficiente.

A proteção de uma infraestrutura de nuvem começa com controles que fornecem governança, aplicação de políticas e a garantia de como as informações serão protegidas. Vamos entender hoje como você definirá estratégias assertivas para sua empresa migrar para a nuvem com toda a segurança. Vamos lá!

A era dos ciberataques

As novas e poderosas tecnologias permitiram um grande avanço, especialmente em Big Data, Inteligência Artificial e Cloud Computing — além da imensa quantidade de pessoas conectadas à internet. Contudo, os criminosos virtuais também puderam se beneficiar dessas tecnologias, fazendo com que os ciberataques sejam cada vez mais comuns e ousados.

Em relação aos ciberataques, há controvérsias: enquanto alguns executivos alarmam o problema, outros acreditam que é exagero. Então, vamos aos números!

Segundo um levantamento feito pela Symantec — o relatório Norton Cyber Security Insights Global — 978 milhões de pessoas em 20 países foram afetados por ciberataques em 2017, sendo que 44% eram consumidores. Os crimes cibernéticos mais comuns foram:

  • ter um dispositivo infectado por um vírus ou outra ameaça à segurança (53%);

  • experiência de fraude de débito ou cartão de crédito (38%);

  • ter uma senha da conta comprometida (34%);

  • conta hackeada ou acesso não autorizado a uma conta de e-mail ou de mídia social (34%);

  • fazer uma compra online que acabou sendo uma farsa (33%);

  • clicando em um e-mail fraudulento ou fornecendo informações confidenciais (pessoais/financeiros) em resposta a uma operação fraudulenta de e-mail (32%).

Como resultado, as vítimas perderam um total de US$ 172 bilhões — uma média de US$ 142 por usuário — e cerca de 24 horas lidando com essas consequências. E aqui no Brasil, também tivemos uma pesquisa da DFNDR LAB, que divulgou dados referentes ao quarto trimestre de 2017:

  • 70 milhões foi o total de ciberataques ocorridos no Brasil;

  • 66,1 milhões foram via links maliciosos;

  • 3,1 milhões foram via malware;

  • 44,1 milhões foram phishing via aplicativos de mensagens;

  • houve um salto de 107% de phishing entre o terceiro e o quarto trimestre do último ano.

Analisando esses números, não se pode mais negar o problema e os impactos que uma empresa pode ter se não tomar as devidas precauções. Torna-se imprescindível o investimento constante em segurança da informação — e uma das melhores soluções em segurança do momento e que está sendo amplamente utilizada é a migração de todo o sistema para a nuvem.

Computação na nuvem é o futuro

Mas, afinal, o que é cloud computing (segurança na nuvem, em português)? Esse conceito apareceu nos anos 90, quando a virtualização — que era a capacidade de vários usuários acessarem simultaneamente a mesma informação — evoluiu para a nuvem, que assim começou a ser chamada para expressar o espaço vazio entre o usuário final e o provedor da internet.

Quando as conexões começaram a se tornar mais seguras, as empresas de tecnologia criaram as ASPs (Application Services Provider), empresas que gerenciavam as aplicações de negócios dos clientes por uma taxa mensal e de acordo com o número de usuários. Em 1999, a Sales Force foi a pioneira ao criar a ideia de usar seu aplicativo de CRM para rodar na nuvem, ser acessado por browsers e permitir que um alto volume de usuários acessassem as informações simultaneamente.

Com a chegada do Big Data houve uma explosão de possibilidades e, desde então, empresas como IBM, Google, Microsoft e Amazon foram aprimorando ainda mais o conceito e a tecnologia em nuvem. Atualmente existem muitas empresas e consultorias especializadas em soluções corporativas para cloud computing.

O conceito parece ser algo muito abstrato, mas não é tão complicado: pense que seu aplicativo, seus arquivos ou seus relatórios estão armazenados em uma nuvem, que nada mais é do que um grande data center que pode estar em qualquer lugar do planeta. Por exemplo, um data center na China pode ser replicado em São Paulo e processado em camadas de inteligência para o balanceamento dos programas e da performance de uma forma matricial, alcançando uma velocidade muito maior no acesso à informação.

Mitos e verdades da computação na nuvem

Como é um conceito relativamente novo, ainda existem muitas dúvidas sobre ele. Neste tópico, vamos falar sobre os maiores mitos e verdades da cloud.

Uma nuvem privada não é uma nuvem verdadeira

Mito. Porém, para construir uma nuvem privada de computação é preciso ter em mente que:

  • é necessário investir em ativos e softwares que compõem a inteligência da camada de nuvem. Eles serão necessários para a implementação da virtualização, padronização e automação;

  • a nuvem privada não possui a elasticidade da nuvem pública, portanto, é finita: seus limites são a capacidade do data center da empresa;

  • a sua maior vantagem é reduzir o receio de empresas mais conservadoras em entrar na nuvem, porque ela opera sob as políticas e controles de segurança da empresa.

A nuvem não é um ambiente seguro

Eis um grande mito! As empresas que fornecem o serviço de cloud computing têm como premissa básica oferecer a melhor infraestrutura e segurança, afinal, é o seu core business que está em pauta. Ao realizar a adoção de computação na nuvem, elas deverão oferecer:

  • firewalls e programas de suporte com pessoas especializadas em segurança;

  • alta disponibilidade, com contingências e backups;

  • uso de criptografia avançada e controle de acesso de usuários e empresas;

  • varredura das aplicações que identificam e apontam as vulnerabilidades nas aplicações web.

Solução em nuvem diminui os custos de infraestrutura de TI

Verdade. No modelo atual de infraestrutura de TI, os recursos físicos são de propriedade ou gerenciados pelos departamentos de TI das empresas. Em geral, os níveis de uso são baixos e uma parte significativa da capacidade de computação está ociosa. Como resultado, temos máquinas e data centers que não são totalmente utilizados, com consequentes altos custos. Em um ambiente virtualizado, os recursos físicos podem, ou não, ser de propriedade da empresa, mas são virtualizados com vários recursos lógicos, ocasionando em aumento do nível de uso e a diminuição dos custos.

Por que investir na nuvem

Muito se fala da redução de custos, mas o maior benefício da nuvem é sua escalabilidade — que é tornar possível a expansão (ou retração) dos recursos tecnológicos e a capacidade de usuários — que, por consequência, gera outras vantagens da computação na nuvem, como:

Alta disponibilidade

A maioria dos provedores de nuvem é extremamente confiável na prestação de seus serviços, muitos com 99,99% de tempo de atividade. A conexão está sempre ativa e, desde que os funcionários tenham uma conexão com a internet, eles podem acessar os aplicativos de que precisam em praticamente qualquer lugar. Algumas aplicações funcionam mesmo offline.

Flexibilidade de custos

Os custos da computação em nuvem são muito mais flexíveis do que os métodos tradicionais. As empresas só precisam comissionar — e assim pagar — a capacidade do servidor e da infraestrutura quando e como for necessário. Mais capacidade pode ser provisionada para horários de pico e, em seguida, desalocada quando não for mais necessária. A computação tradicional exige capacidade de compra que comporte as cargas dos horários de pico, mesmo que as máquinas fiquem ociosas no restante do tempo.

Mobilidade corporativa

Dados e aplicativos ficam disponíveis para os funcionários, não importa onde eles estejam. Os funcionários podem trabalhar em qualquer lugar por meio de smartphones e tablets, por exemplo, em roaming em uma loja de varejo para verificar clientes, visitando-os em suas casas ou escritórios, trabalhando no campo ou em uma fábrica.

Menor impacto ambiental

Com os data centers sendo centralizados por todo o planeta e as operações mais eficientes, temos, coletivamente, menos impacto sobre o meio ambiente. As empresas que usam recursos compartilhados aprimoram suas credenciais “verdes”.

Softwares sempre atualizados

Com o SaaS (aplicativo como serviço), as versões mais recentes dos aplicativos necessários para executar os negócios são disponibilizadas para todos os clientes assim que são lançadas. Atualizações imediatas colocam novos recursos e funcionalidades nas mãos dos funcionários para torná-los mais produtivos. Além disso, os aprimoramentos de software geralmente são lançados com bastante frequência. Isso contrasta com softwares comprados que podem ter lançamentos importantes apenas uma vez por ano ou mais e levam um tempo significativo para serem lançados.

Os desafios da computação na nuvem

Apesar de tantos benefícios e a nuvem crescendo ano a ano, existem alguns desafios que vão além da vigilância constante. Vamos falar agora sobre os mais importantes.

Infraestrutura

Um dos modelos a serem oferecidos é o IaaS — Infrastructure as a Service ou Infraestrutura como Serviço (em português), que engloba a maior parte de uma solução. Deve ser disponibilizada toda a infraestrutura básica de TI: rede, hardware, sistema operacional e software de virtualização.

Migração

Realizar a migração de sistemas legados e alocados na infraestrutura física da empresa totalmente para a nuvem é uma das situações mais difíceis e que devem ser planejadas e desenhadas cuidadosamente — prevendo todos os riscos e problemas, sem esquecer de definir as melhorias de processo, aplicações, correções e a estratégia da migração de dados. E o alto escalão deve ter a ciência de que essa migração poderá levar alguns anos, principalmente nas grandes empresas.

Bloqueio do fornecedor

Assinar um contrato de computação em nuvem é mais fácil do que deixá-lo. Por isso, muito cuidado com um fornecedor que, sem avisar, troca de provedor ou, após um período, torna a manutenção excessivamente cara, deixando a continuação inviável e podendo até mesmo bloquear os acessos.

Por esse motivo, as cláusulas contratuais devem ser discutidas detalhadamente, para garantir os serviços e atender a todos os requisitos.

Regras de licenciamento

O licenciamento de software ainda preocupa e precisa ser previsto sempre detalhadamente antes de qualquer implementação. Alguns fabricantes possuem licenças para cloud ou on-premise, mas outros, principalmente no caso de pacotes fechados de aplicativos, ainda não concedem licença ou não estão preparados.

É crucial realizar o levantamento de todos os softwares utilizados e, se possível, até os shadow IT precisam ser detectados e avaliados.

Por que se preocupar com a segurança na nuvem

A computação em nuvem progrediu tão rápido que é difícil que a indústria de segurança a acompanhe. A maioria dos especialistas em segurança da informação não ficou surpresa, mas foi esmagada pela rápida adoção da nuvem.

A computação em nuvem é muito mais complexa do que os ambientes tradicionais e sua natureza dinâmica — cargas de trabalho que se movem de um data center para o outro e, às vezes, em diferentes fusos horários — é algo bastante difícil de proteger.

Alguns provedores de serviços de saúde, por exemplo, já colocaram os dados dos pacientes na nuvem e, como resultado, o trabalho para conseguir adequar todas as conformidades e não deixar escapar nenhuma brecha praticamente dobrou.

Principais ameaças à computação na nuvem

Para identificar as principais preocupações das organizações, a Cloud Security Alliance (CSA) realizou uma pesquisa com especialistas do setor e gerou um relatório com as principais ameaças. Vamos detalhar algumas delas aqui:

Violações de dados

Uma violação de dados pode ser o principal objetivo de um ataque direcionado ou simplesmente o resultado de erro humano, vulnerabilidades de aplicativos ou práticas de segurança insatisfatórias, segundo a CSA. Pode envolver qualquer tipo de informação que não tenha sido destinada à divulgação pública, incluindo informações pessoais sobre saúde, informações financeiras, segredos comerciais e propriedade intelectual. O risco de violação de dados não é exclusivo da computação em nuvem, mas é uma das principais preocupações dos clientes da nuvem.

Perda de dados

Os dados armazenados na nuvem podem ser perdidos por outros motivos que não sejam ataques maliciosos. Uma exclusão acidental pelo provedor de serviços de nuvem ou desastres naturais, como incêndio ou terremoto, pode levar à perda permanente dos dados do cliente, a menos que o provedor ou o consumidor da nuvem tome as medidas adequadas para fazer o backup dos dados.

Gerenciamento de acesso

Invasores disfarçados de usuários, operadores ou desenvolvedores legítimos podem ler, modificar e excluir dados, além de emitir plano de controle e funções de gerenciamento. Isso é resultado do gerenciamento insuficiente de identidade, credencial ou chave e pode permitir acesso não autorizado a dados e danos potencialmente catastróficos.

Vulnerabilidades do sistema

São brechas que os invasores podem usar para se infiltrar em um sistema para roubar dados, assumir o controle do sistema ou interromper as operações do serviço. Vulnerabilidades nos componentes do sistema operacional colocam a segurança de dados e de todos os serviços em risco significativo.

Colaboradores mal-intencionados

Embora o nível de ameaça esteja aberto ao debate, é fato que a ameaça interna é um adversário real, afirma a CSA. Um usuário mal-intencionado, como um administrador do sistema, pode acessar informações potencialmente confidenciais e pode ter níveis crescentes de acesso a sistemas mais críticos e, eventualmente, a dados. É importante adotar uma política de mudança de cultura, com cursos e workshops aos usuários, além de assinatura de termos de responsabilidade sobre o uso das informações da empresa.

Negação de serviço (DoS)

Os ataques DoS são projetados para impedir que os usuários de um serviço acessem seus dados ou aplicativos. Ao forçar o serviço em nuvem direcionado a consumir quantidades excessivas de recursos finitos do sistema, como energia do processador, memória, espaço em disco ou largura de banda da rede, os invasores podem causar lentidão no sistema e deixar todos os usuários legítimos do serviço sem acesso aos serviços.

Abuso dos serviços em nuvem

Implantações de serviços em nuvem mal protegidos, testes gratuitos de serviços na nuvem e inscrições de contas fraudulentas por meio de instrumentos de pagamento expõem os modelos de computação em nuvem a ataques mal-intencionados. Os cibercriminosos podem aproveitar recursos de computação em nuvem para segmentar usuários, organizações ou outros provedores de nuvem. Exemplos de uso indevido de recursos baseados em nuvem incluem o lançamento de ataques distribuídos de negação de serviço, spam de e-mail e campanhas de phishing.

Como aumentar a segurança na nuvem

Como já vimos aqui, os provedores de cloud atribuem uma prioridade tão alta à segurança porque sabem que, sem uma maneira de proteger os dados de seus clientes, não teriam motivos para existir.

Por isso, eles continuam a investir na mais recente tecnologia para combater ameaças cibernéticas e se esforçam incansavelmente para proteger seus sistemas e tomar medidas proativas para proteger as corporações dos cibercriminosos. Para esse fim, aqui estão algumas formas importantes de melhorar continuamente a segurança:

Criptografia de dados

A criptografia permite proteger os dados que entram e saem da nuvem pública. Os provedores de nuvem geralmente oferecem seu próprio serviço de criptografia a seus clientes, mas se sua organização não estiver satisfeita com esse nível de segurança, você também poderá obter serviços de criptografia de terceiros. Dessa forma, somente você e seu serviço de criptografia terão acesso à chave de criptografia.

Uma estratégia de segurança de dados forte é uma necessidade, mas não deve impactar o desempenho. A criptografia de dados enviados para a nuvem e a descriptografia de arquivos chamados de volta da nuvem devem ocorrer com pouco ou nenhum impacto na experiência do usuário.

Separação de dados

É muito comum que as informações de várias empresas estejam alocadas em um mesmo servidor. Nesse caso, é importante que fique bem delimitado — e documentado — quais são as políticas de segurança que a empresa de cloud adotará para que os dados não sejam acessados erroneamente e para assegurar que somente os recursos sejam compartilhados.

Se algumas informações da empresa precisam de sigilo total do negócio ou não podem ser expostas legalmente, como dados financeiros ou contábeis, deve-se tomar cuidado extra para garantir que se tenha um nível maior de proteção e criptografia.

Local dos dados

Nem sempre se sabe o local exato dos data centers e é muito usual que eles fiquem em países distintos. As empresas de cloud precisam informar em cláusulas contratuais a localização dos data centers, bem como garantir a privacidade dos dados e obedecer às leis do país da empresa contratante.

Backup

Esse serviço é fundamental e deve constar em qualquer empresa especializada em computação em nuvem. Portanto, é ainda mais interessante se o backup na nuvem oferecido pela empresa fornecedora possuir:

  • backup remoto e dados replicados, para o caso de desastres naturais;

  • ferramenta automatizada, para que seja definido o melhor horário para os backups e relatórios detalhados do processo;

  • backup das contas de e-mails;

  • cópia incremental, diferencial ou total;

  • compactação e criptografia dos arquivos.

Apoio a investigações

Os serviços em nuvem são especialmente difíceis de investigar, porque o registro e os dados de vários clientes podem estar espalhados por um conjunto de hosts e data centers com localizações e até fusos horários diferentes e em constante mudança. E se houver a necessidade de um processo de auditoria, as evidências podem se tornar impossíveis de serem coletadas. É necessário um acordo detalhado (e que conste em cláusula contratual) que ofereça suporte a formas específicas de investigação.

Garantias na SLA

Certifique-se de que as garantias de cibersegurança estejam incluídas e possam ser implementadas. Lembre-se de que, se não estiver claro no contrato, não poderá ser aplicado. Questione também:

  • Como meus dados serão protegidos? Quais são as políticas de criptografia?

  • Quais padrões de segurança o CSP segue? Quais são as defesas contra os riscos de segurança?

  • Como é o Plano de Recuperação de Desastres?

  • Como as atividades são monitoradas e registradas?

  • Como o provedor lidará com operações de fim de negócios e exclusão de dados?

Vimos aqui os motivos para se preocupar com a segurança na nuvem, seus principais desafios, as maiores ameaças e algumas dicas para aumentar a segurança. Também vimos como o formato de computação em nuvem permite diversos benefícios. A dica aqui é contratar uma empresa especialista em cloud computing e empregar as pessoas certas, que entendem a tecnologia e sabem como proteger os dados da sua empresa.

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